Sinopse:Em Vênus na parte da velha cidade, Augusto Pessôa faz uma precisa biópsia dos corações despedaçados que andam batendo por aí. Com uma espécie de ternura mórbida, ele nos mostra a procura, os becos sem saída, as ansiedades, os desesperos e conformismos das pessoas na tentativa de saciarem suas rações afetivas tão prejudicadas pela vida. Augusto toca na ferida aberta da nossa condenação ao amor, porque é isso mesmo, estamos condenados a amar, a pertencer a alguma turma, a alguém, a algum s
Tinta Negra
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VENUS NA PARTE VELHA DA CIDADE

VENUS NA PARTE VELHA DA CIDADE

Marca: Tinta Negra Referência: 9788563876621 Data de Lançamento: 17/05/2019

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Sinopse:

Em Vênus na parte da velha cidade, Augusto Pessôa faz uma precisa biópsia dos corações despedaçados que andam batendo por aí. Com uma espécie de ternura mórbida, ele nos mostra a procura, os becos sem saída, as ansiedades, os desesperos e conformismos das pessoas na tentativa de saciarem suas rações afetivas tão prejudicadas pela vida. Augusto toca na ferida aberta da nossa condenação ao amor, porque é isso mesmo, estamos condenados a amar, a pertencer a alguma turma, a alguém, a algum sonho ou pesadelo por força dos básicos instintos gregários bem longínquos que desafiam a nossa solidão primordial e inevitável. Pré-história de básicos instintos gregários entranhados dentro da gente em luta constante com outra pré-história, a dos básicos instintos desagregadores como egoísmos ferozes, ódios e incompreensões, desencontros conosco, com a sociedade encarando o outro como objeto de rapina. Rações afetivas. Para a maioria dos humanos, dói não conseguir pertencer. Falei isso por conta dos personagens de Augusto (principalmente os travestis que devem ser guerreiros para simplesmente existirem), acuados por algum fetiche amoroso, alguma situação de paixão, alguma tara possante, algum perigo que sacode suas vidas dando um sentido estanho, bizarro para elas. Fala-se dos personagens, mas podemos tranquilamente expandir essa situação para um perímetro social muito maior, ou seja, a multidão geral que nos cerca. Podem crer.
Augusto, para fazer sua biópsia, situa os personagens na parte velha cidade, um lugar propício para a circulação de uma fauna peculiar de criaturas à deriva ou semimarginalizadas, portanto, com os fios da eletricidade efetiva  prestes a serem desencapados, jogando essa turma em situações de insanidade extravagante, últimos  gritos de força total.
O ponto de convergência dessa malta é a boemia em torno de um bar e quatro situações são preponderantes nos contos de Augusto: a vontade patética e desesperada de convencer a si próprio ou aos outros de estar vivendo um caso de amor; de estar sendo querido (Odete, Torta, Mais Nova); as taras assassinas de posse absoluta do ser desejado (Russo e Olhos); o fetichismo que transforma pessoas em monges da obsessão delirante e às vezes quase humilhante e sem pudor pelo ser amado (Gorda, Preto, Ratazana) e as mais contundentes, pois mostram as tais insanidades à espreita como bactérias oportunistas cultivadas pela vida de afetos conturbados ou mínimos (Mamãe, Operada e Vênus), não à toa vividas por travestis que, mais do que qualquer ser humano, estão envolvidos com ambiguidades, paradoxos, contradições e superações. Vênus na parte velha da cidade é um excelente retrato cheio de retoques sádicos, mórbidos, desesperados, mas extremamente compassivo e amoroso dos corações despedaçados por aí. Da luta pelas rações afetivas por aí. Retrato de primeira. Pra ser curtido com vontade.


Temas:
Relacionamento, travestis, homofobia, comportamento, desejo, ser humano.


Gênero:
Nacional; Contos; Crônicas; Ensaios.
 

Literatura:
Adulto
 

Autor: 
Augusto Pessôa

Ilustradores:

 

Páginas:
99

Acabamento:

Brochura


ISBN:
9788563876621

Ano de Edição:
2015


Idioma:
Português
 

Produto Digital:
Não


Dimensões:

21x14cm 

Autor: 

Augusto Pessôa nasceu no Rio de Janeiro. Sua família, que sempre gostou de literatura, despertou nele, ainda na tenra infância, o gosto por uma boa história escrita, contada ou encenada. Assim, quando chegou o momento de optar por uma carreira, Augusto não titubeou: escolheu o caminho das artes. Ingressou na Faculdade de Artes Cênicas da Uni-Rio, na década de 1980, e formou-se em interpretação (1987) e em cenografia (1993). E, nesse mesmo ano, descobriu a arte de contar histórias profissionalmente. Desde então, dedica-se a essa atividade e a ministrar oficinas por todo o Brasil, em escolas, universidades, museus e teatros.

 

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